Fonte: Revista VC Live #01 - pg20
por Monique Morrigann
A data é 25 de setembro de 2010, o palco é o Setor de Diversões Sul, nosso
conhecido, amado e temido por alguns, Conic. E os nossos protagonistas são
um livro e muita música. Que livro é esse? Que música é essa?
O livro é Mulheres do Rock escrito por seis personalidades femininas da cena
Rock n’ Roll brasiliense, Alice (Gulag), Ludmila (Estamira), Zannny (Flammea),
Andrea (ex-Valhalla), Bianca (ex-Bulimia) e Márcia (Headbanger’s Attack). E
a música ficou por conta das bandas Gulag, Mostarja, Quebra-Queixo, Kábula,
Massacre Bestial, Death Slam e as lendárias Stress e Genocídio.
A saga começou há 2 (dois) anos em conversas em um fórum da internet e
começou a
tomar forma em fevereiro desse ano com o show 5° Quaresmada,
inaugurando o projeto “Letra e Música” idealizado pelo Zine Oficial em
comemoração dos 200 anos de zine no Brasil, proposta em paralelo aos
200 anos da imprensa brasileira. A apoteose veio com o lançamento do livro
Mulheres do Rock, com as venturas e desventuras contadas pela ótica dessas
seis mulheres, que se entrelaçam com a história do Rock candango.
O evento que começou às 4 da tarde, com acesso livre, contou com cerca de
1.500 pessoas circuland
o, segundo a organização. Pessoas essas que boa
parte só abandonou o local 1 (uma) hora após o término dos shows.
E teve a inesperada participação de 100 membros do Brasília Zombie Walk, todos
devidamente caracterizados, um espetáculo a parte.
Várias gerações do Rock candango cantaram, pularam e balançaram suas
cabeças ao som das queridas bandas locais, que manteram os espíritos,
eternamente jovens, que aguardavam as principais atrações da noite em
verdadeira comunhão ao som.
Quando a banda Genocídio subiu ao palco já passava das 22 horas, suas
guitarras distorcidas e seu vocal brutal ecoaram pelo Conic, conquistando com
sua tradicional competência.
Pela primeira vez em solo brasiliense, a banda Stress brindou o público do
evento com seu clássico Heavy Metal e coloca clássico nisso, foi a 1ª banda
a registrar um álbum do estilo no Brasil, em 1982. Encerrando esse sábado
inesquecível com chave de ouro.
E mais esse capítulo da história do Heavy metal brasileiro foi registrado em
Brasília, tida como a Capital do Rock. Filmagens foram feitas para fazer parte
do documentário Heavy Metal Brasil que tem o hino composto pela banda
Genocídio.
E Que Brasília siga honrando o título que carinhosamente recebeu.
“Long Live Rock n’ Roll!”
Monique Morrigann